Como se preparar para o El Niño?

POR  RAFAEL CAMPOS

El Niño vem aí — e de uma forma que pode surpreender o mundo. Pelo menos é o que aponta a Organização das Nações Unidas (ONU). Segundo a Organização Meteorológica Mundial (OMM), agência vinculada à ONU, embora ainda não seja possível determinar com precisão a intensidade máxima do fenômeno nem quando ele atingirá seu pico, a maioria dos modelos climáticos indica um El Niño de intensidade moderada, com potencial para se tornar forte. 

O secretário-geral da ONU, António Guterres, afirma que “o mundo deve tratar o El Niño como o alerta climático urgente que ele representa. As condições de El Niño irão intensificar ainda mais o aquecimento global. Seus impactos serão mais severos, alcançarão regiões mais distantes e atravessarão fronteiras com velocidade devastadora”. 

Mas, afinal, o que é o El Niño? O fenômeno climático é caracterizado pelo aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial, especialmente nas regiões central e leste. Ele ocorre, em média, a cada dois a sete anos e pode durar de nove a doze meses. 

Entre suas principais consequências estão períodos de seca intensa em algumas regiões, chuvas acima da média em outras e ondas de calor mais severas. Seus efeitos se somam aos impactos das mudanças climáticas provocadas pela ação humana, contribuindo para eventos meteorológicos cada vez mais extremos. 

Cada episódio de El Niño apresenta características próprias em relação à sua evolução, distribuição geográfica e impactos. Ainda assim, o fenômeno costuma estar associado ao aumento das chuvas em partes do sul da América do Sul, do sul dos Estados Unidos, do Chifre da África e da Ásia Central. Por outro lado, tende a provocar condições mais secas na América Central, no norte da América do Sul, no Caribe, na Austrália, na Indonésia e em áreas do sul da Ásia. 

É possível mitigar possíveis impactos do El Niño? No Rede Notícia, a consultora ambiental Fernanda Raggi, e o meteorologista do INMET, Lizandro Gemiacki, explicaram o fenômeno e debateram como as cidades podem ser preparar para o fenômeno climático. Confira: https://www.youtube.com/watch?v=lc-xw_C6CCM&t=11s  

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