POR JÚNIOR BRASIL
Uma vergonha. Essa palavra define o final da decisão do Mineiro, entre Cruzeiro e Atlético. Não foi um bom jogo, mas o resultado foi justo. O Cruzeiro apresentou um futebol um pouco melhor do que o Atlético. Num clássico é normal a qualidade da partida não ser tão boa, o que não dá, é briga entre os jogadores.
A vitória serviu para o Cruzeiro ter tranquilidade para a sequência e para a manutenção do técnico Tite. A turbulência pode voltar, dependendo dos resultados daqui para a frente. Mas o “professor”, ganhou um respiro. Romero, Villalba, Matheus Pereira e o artilheiro da competição, Kaio Jorge, saíram por cima com a conquista. A Raposa quebrou a hegemonia do Atlético no Mineiro, algo valoroso.
O Atlético ficou mais uma vez devendo, não conseguiu jogar bem e nem finalizar no gol do Cássio. O time não apresenta organização e vários jogadores não entregam um bom desempenho. E um alerta: não é momento de cobrar do novo treinador. Ele chegou há pouco tempo, precisa conhecer melhor o grupo e entender como funciona o nosso futebol. O técnico cobrou inclusive, mais entrega dos jogadores. Quem não correr, não vai jogar. O recado foi dado e que venha a mudança.
Perto do fim do jogo uma guerra campal explodiu e com todo mundo se digladiando. Foram vinte e três jogadores expulsos. Tudo começou com o destempero do goleiro Everson, que escolheu o pior caminho possível. Não pensou no time e nem nas consequências de seus atos. Os ídolos dos clubes devem se portar como tal. Eles são exemplos e inspiram muitas crianças. A briga foi um vexame e uma vergonha. Homens agredindo os adversários pelas costas e todos se tratando como inimigos. Algo lamentável. Que isso não se repita mais e que os clubes corrijam essa conduta dos jogadores. Futebol não pode virar guerra. Futebol é emoção, diversão, uma paixão e não pode ser instrumento de ódio.